Newsletter
Email:
Enquete: Sua opinião...
Você é a favor da revitalização do centro histórico?
Home | História | História da ACEP

História da ACEP

Tamanho da fonte: Decrease font Enlarge font

História da Acep começa com a Constituição de 1934

A Acep foi fundada em 1934, então com o nome de Associação Comercial e Industrial de Petrópolis (Acip) para dar continuidade aos trabalhos da Liga do Comércio, iniciados em 1917 e que estiveram parados por dois anos durante a ditadura do Estado Novo. Com a Constituição de 1934, estavam garantidas as associações de classe. A realidade econômica de Petrópolis não era mais restrita ao comércio: surgiam as primeiras grandes indústrias. O primeiro presidente da Acep, Mário da Costa Martins, era industrial: presidia a Fábrica de Papel Petrópolis.

A idéia de criar uma associação comercial e industrial surgiu no Rotary Club e foi apresentada na assembléia da Liga do Comércio realizada em 10 de setembro de 1934 no salão do Grande Hotel, local das reuniões do Rotary Club. Como a maioria dos diretores da Liga pertencia aos quadros deste clube de serviços, logo foi aprovada a reforma dos estatutos da Liga. A assembléia que aprovou esta reforma e criou a associação foi realizada no dia 8 de novembro de 1934, no sobrado do prédio 104 da Avenida Quinze, onde funcionava a Caixa Econômica Federal.

Os 42 empresários presentes a esta assembléia foram considerados sócios fundadores da associação: Luiz Gonzaga Cavalcanti, José Soares de Oliveira, Augusto Pinto de Carvalho Júnior, Ludovico Ferreira de Matos, Alberto Chauffaile, Joaquim Jacques Maurício, Nicolai Maximiano Nicolai, Júlio da Mota Vizeu, João Braga, Alberto Xavier de Souza, Aldo Gelli, Conrado José Theobald, Antônio Rezende, Mário Correia da Silva, Jerônimo Ferreira Alves Sobrinho, Pedro Wendling, José Manoel de Melo Júnior, José Latuf, Henrique Hingel, Emílio I. de Ibarra, Nestor Ahrends, Carlos Magalhães Bastos, Narciso José de Castro Jr., João Carlos Guilherme Blatt, Armando Couto Brito, Carmine Nastase, Carmine Rizzo, Mário Passos, João Mendonça Bittencourt, Valentim Augusto de Aguiar, Antônio Serqueira, Paulo Gouveia, Luiz Miranda Góes, Francisco Pelegrini, Tomás Ramos de Menezes, Mário da Costa Martins, Oldemar Hottun, Nélson de Araújo Lima, Abel de Oliveira Veiga, Eugênio Werneck e Antônio Ambrosano.

A primeira preocupação da associação foi conseguir uma sede. A antiga Liga do Comércio viveu 17 anos em um pequeno sobrado, acanhadamente, apesar de ter prestado serviços relevantes. A solução veio com a construção da sede do Moinho Inglês, num prédio de três andares no número 316 da Avenida Quinze. O Moinho Inglês se instalou no primeiro andar; a Associação Comercial e Industrial de Petrópolis no segundo; e a Petrópolis Rádio Difusora no terceiro. A associação pagava 300 mil réis mensais pelo arrendamento do imóvel. Os móveis foram confeccionados pela  Fábrica de Móveis Gelli. E o imponente panteão, conjunto de grandes cadeiras que é conservado até hoje na sede da associação, foi comprado ao Banco do Brasil, depois de ter servido à diretoria do extinto Banco de Petrópolis. A inauguração da primeira sede da associação, em maio de 1935, foi festiva, com champanhe, seguindo-se uma hora de música e arte no auditório da Petrópolis Rádio Difusora, inaugurada oito dias antes.

Os problemas das primeiras diretorias da associação foram muitos. O único transporte coletivo era a estrada de ferro Petrópolis-Rio. O embarque dos passageiros carecia de conforto, sendo feito numa plataforma com 52 anos de uso, em parte esburacada. A associação trocou ofícios com o Ministério da Viação, tentando resolver o problema. Muitos empresários, por falta de recursos, deixaram de pagar suas contribuições para com o Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários (IAPC), recém-criado. A associação mais uma vez defendeu os interesses dos empresários junto às autoridades federais. O mesmo aconteceu com a Lei dos Dois Terços, criada pelo Ministério do Trabalho, que obrigava as empresas a apresentarem anualmente um boletim em duas vias, com os nomes e as nacionalidades dos empregados. Estas lutas aumentaram o prestígio da entidade e fizeram com que crescesse seu quadro social.

Em 1959, o Moinho Inglês fechou sua agência e vendeu o prédio número 316 da Avenida Quinze para o Banco Londres. A associação teve que se mudar para o quinto andar do prédio que tinha acabado de ser construído pela Escola de Música Santa Cecília, na Rua Marechal Deodoro. Preocupada em conseguir uma sede própria, a diretoria da associação, tendo à frente José Soares de Sá, adquiriu excelente terreno de 2.400 metros quadrados, primeiro prazo do lado par da Avenida Quinze de Novembro. Em 9 de junho de 1970, foi aprovada a aquisição do sétimo pavimento e três salas de cobertura do Edifício Indústria e Comércio, no número 48 da Rua Irmão D'Angelo, pelo preço de 385 mil cruzeiros, entrando na negociação o terreno de 2.400 metros quadrados, pela quantia de 300 mil cruzeiros. A inauguração da sede própria aconteceu num domingo, 27 de agosto de 1972.

Adicionar para: Add to your del.icio.us del.icio.us | Digg this story Digg
  • email Enviar a um amigo
  • print Versão p/ impressão
Avaliar este artigo
4.00