Perfil do Presidente
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Perfil de Jésus Costa Dar vez e voz aos micro, pequenos e médios empresários do Estado é o principal objetivo do empresário Jésus Mendes Costa à frente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Rio de Janeiro (Facerj). "Só uma Facerj forte poderá dar o apoio necessário a este segmento, que é onde acontece a verdadeira geração de empregos", afirma. E a Facerj tem representatividade para fazer valer seus interesses, reunindo 117 associações, com uma associação em cada município do Estado e uma em cada principal bairro da capital, num total de 60 mil empresários associados. |
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Jésus Costa chega à presidência da Facerj credenciado por seu trabalho à frente da Associação Comercial e Empresarial de Petrópolis (Acep), que presidiu pela primeira vez de 1977 a 1985, quando criou o departamento de ruralistas e o sindicato da classe. Em 1995, ele voltou à entidade, dizendo que se sentia motivado pelo novo Brasil que estava sendo criado pelo Plano Real, em que as privatizações abriam espaço para que os empresários tivessem um papel mais atuante a desempenhar na economia brasileira.
Mineiro de Mar de Espanha, 64 anos, radicado em Petrópolis desde 1958, advogado, contador, comerciante e professor, casado, pai de duas filhas, Jésus Costa é um empresário comprometido com o social. Ele defende o desenvolvimento econômico mas critica o sistema financeiro, sobretudo os grandes bancos, que remetem lucros absurdos para o exterior sem nada investir no país.
Revitalização da Rua Teresa
Para que Petrópolis se desenvolvesse, Jésus Costa desde o início se convenceu de que primeiro é preciso revitalizar a Rua Teresa, um dos maiores pólos de malharia do Estado e que ele define como "o maior shopping a céu aberto do país". Afinal, cerca de 50 mil petropolitanos dependem da Rua Teresa, que chega a receber 30 mil consumidores por dia, a metade deles de outros Estados.
Jésus Costa criou o núcleo dos empresários da Rua Teresa, convencido de que só através da união dos empresários do setor é que as malharias poderiam superar seus problemas e colocar em prática estratégias bem sucedidas para atrair novos consumidores. Além disso, levou a Rua Teresa a participar pela primeira vez da Fenit, lutou pela abertura das lojas até as 20h e também aos domingos, e propôs a transformação de uma fábrica desativada em hotel, de modo a facilitar a permanência dos turistas na Rua Teresa.
A Acirp, durante a gestão de Jésus Costa, instalou terminais eletrônicos ao longo da Rua Teresa, para que os clientes consultassem o catálogo de 260 lojas. Além disso, Jésus sugeriu a realização de uma feira anual de malhas, com duração de dez dias, num evento que fizesse parte do calendário turístico da cidade. Ele ainda incentivou os empresários a aproveitarem as oportunidades que o Mercosul oferecia e lançou a idéia de um cartão de crédito válido só para as lojas da Rua Teresa.
Em defesa dos empresários
Ao mesmo tempo em que lutava pela revitalização da Rua Teresa, Jésus Costa defendia os interesses dos empresários petropolitanos como um todo. Manifestou-se contra a expansão do comércio ambulante no Centro Histórico. Disse que a abertura das lojas aos domingos era uma boa oportunidade de aumentar o faturamento do setor e de geração de empregos, aproveitando o grande movimento de turistas em Petrópolis aos domingos. Cobrou da Cerj uma maior eficiência, acabando com os cortes de energia que tanto prejuízo traziam para as empresas.
Outras frentes de luta são a participação efetiva de Petrópolis no MercoSerra, visando a união de esforços entre os empresários dos municípios da Região Serrana do Estado do Rio, incentivando o intercâmbio e parcerias sobretudo com Nova Friburgo e Teresópolis, e no Rio Negócios, que vê como uma oportunidade para que os empresários petropolitanos apresentem seus produtos e seus serviços na capital, ao mesmo tempo em que tomam conhecimento das necessidades do mercado carioca.
Juros menores
Jésus Costa conseguiu fechar um acordo com o Banco do Brasil para que fossem cobrados juros menores dos empresários petropolitanos e assinou, com a MedQuality, um convênio na área de saúde ocupacional beneficiando mais de mil empresas da cidade. A seu convite, o ministro da Indústria e do Comércio, cargo exercido em 1997 por Francisco Dornelles, visitou Petrópolis e manteve encontros com empresários e autoridades.
Ao se reeleger por unanimidade presidente da Acirp, em 1997, Jésus Costa reafirmou seus objetivos de revitalização da Rua Teresa, levando malharistas para exporem seus produtos na Feira da Providência, no Rio de Janeiro. Uma das principais lutas neste período foi o deabte sobre a Lei de Uso e Parcelamento do Solo, preocupado em garantir meios para que a preservação do meio ambiente e da qualidade de vida em Petrópolis se desse em equilíbrio com a necessidade de desenvolvimento econômico.
Mantendo aberta a Bohemia
Jésus Costa liderou o movimento para impedir o fechamento da Cervejaria Bohemia, fábrica mais antiga de Petrópolis e uma das cervejarias mais tradicionais do país. O movimento conseguiu manter na cidade uma unidade da cervejaria, com a promessa da Antarctica de abrir uma choperia no terreno da fábrica, uma forma de manter empregos e de criar uma atração turística para a cidade.
A Acirp, nesta fase, esteve à frente da luta dos empresários para não pagar a Taxa de Iluminação Pública. Com o surgimento de debates sobre um novo contrato especial de trabalho, que substituiria a CLT, Jésus Costa criticou a Consolidação das Leis do Trabalho por estar obsoleta, defendendo a livre negociação entre patrões e empregados e acrescentando: "a CLT só serve para diminuir o campo de trabalho".
Cadastro em CD-ROM
Na gestão de 97 a 99, Jésus Costa lançou um CD-ROM com informações sobre 5.768 empresas de Petrópolis. Baseadas em levantamento da Fundação Cide, ligada ao Governo do Estado, as informações tinham o objetivo de incrementar as vendas das empresas petropolitanas. Foram distribuídas 50 mil cópias, tornando os produtos e serviços petropolitanos conhecidos em todo o país.
Nesta mesma época, a Acep liderou o movimento para que Petrópolis fosse escolhida como sede da agência regional do Sebrae. "Afinal, Petrópolis responde por 48% do Produto Interno Bruto da Região Serrana e é o 6º município em arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços no Estado do Rio", disse Jésus.
A Acep continuou investindo na formação de lideranças empresariais e na ampliação dos serviços prestados a seus 800 associados, colocando à disposição deles um programa de computador para gerenciamento de pequenas empresas, um software que já foi adotado por mais de 3 mil empresas do país.
Poder público
Em relação ao poder público, a atuação da Acep foi a de cobrar mais segurança, incentivos fiscais para a instalação de novas indústrias e criação de uma escola técnica agrícola. Jésus cobrou do Governo do Estado a modernização do campo e a extensão da rede de gás natural até Petrópolis.
Numa ampla campanha, a Acep contribuiu de forma decisiva para que a Telemar acabasse com a cobrança diferenciada de tarifas telefônicas que prejudicava os empresários instalados em distritos como Corrêas e Itaipava. Reclamou da Concer uma melhor conservação da estrada Rio-Petrópolis e a adoção de medidas para acabar com os constantes congestionamentos, que afastavam os turistas de Petrópolis.
Livre comércio
Em julho de 1999, Jésus Costa foi eleito presidente da Facerj, na chapa encabeçada por
Ruy Barreto. Em Petrópolis, na mesma época, ele defendeu o projeto de emenda à Lei Orgânica do Município permitindo a abertura do comércio aos domingos. "Defendo o livre comércio, acredito que cabe ao comerciante decidir seu horário de funcionamento, sem passar pelos sindicatos", disse ele.
A Acep assinou novo convênio com o Banco do Brasil, prevendo a abertura de linhas de crédito beneficiando 1700 empresários da cidade. Um convênio foi assinado com o Colégio Opção, com o objetivo de conceder bolsas de estudo para empresários, funcionários e familiares. Em outubro de 99, Jésus foi reeleito por unanimidade para mais um biênio à frente da Acep. As prioridades deste novo mandato, disse ele, são a criação de um banco empresarial de dados, com atualização a cada seis meses, e a reedição da Feira de Produtos de Petrópolis, com exposição de roupas, tecidos e alimentos, uma vez por ano, no Palácio Quitandinha, com o apoio do Sebrae e da Universidade Católica de Petrópolis.
A Acep promoveu nesta nova gestão um encontro de representantes de 13 associações comerciais da Região dos Lagos, facilitando o intercâmbio de idéias entre empresários petropolitanos e de toda a Costa do Sol..
Nesta fase ainda, foram assinados novos convênios: com a Alfa Serrana e a CGU na área de seguros e com os laboratórios Ernesto Baffi e Bretz, para análise de água, patologia clínica e citologia, beneficiando empresários, funcionários e dependentes, num universo de 100 mil pessoas. Foi firmado ainda um convênio com a Service Check, empresa especializada em informação e concessão ou restrição de crédito para pessoas físicas e jurídicas.

